Pobre, Ibagué convive com medo das Farc, desemprego e violência
Cidade é a quarta em número de pessoas sem trabalho na Colômbia e serve como base para o terror dos guerrilheiros
Enquanto o Corinthians vive um clima de pressão para continuar na Taça Libertadores, a cidade de Ibagué, sede do Deportes Tolima, não passa por seus dias de maior calmaria. Com mais de 500 mil habitantes, o local sofre com o desemprego, a violência e precisa conviver de perto com o perigo das Farc.
Estudo divulgado nesta terça-feira pelo Dane (Departamento Administrativo Nacional de Estatística) coloca Ibagué como a quarta cidade da Colômbia em número de pessoas sem trabalho. São 18,2% da população. Os números, aliás, melhoraram. O município ocupava o segundo lugar. A liderança agora é de Quibdó, com 20,3%.
Apesar de ser a capital do departamento de Tolima, Ibagué tem poucas indústrias e vive basicamente da produção de arroz. O comércio é fraco e composto apenas de pequenas lojas. A região central da cidade está abarrotada de pequenos prédios em má conservação que servem como moradia e espaço para vendas.
- Não temos muitas indústrias na cidade. É ruim para a população e até mesmo para o Tolima - disse o presidente do clube Gabriel Camargo Salamanca.
A infraestrutura deixa muito a desejar. As ruas são sujas e com iluminação ruim. O transporte público não chega aos pontos mais afastados, o que faz dos táxis e das motos os grandes meios delocomoção.
As altas taxas de desemprego desencadearam nos últimos anos uma série de problemas relacionados à violência. Enquanto a capital Bogotá conseguiu reduzir drasticamente seus índices com um rigoroso combate, Ibagué é considerada ainda uma das cidades mais violentas do país.
Taxistas e funcionários da rede hoteleira advertem constantemente os estrangeiros sobre os perigos de andar sozinho pela cidade no período noturno, principalmente portando bolsas, celulares, relógios e máquinas fotográficas. Durante visita dos jornalistas brasileiros aoestádio Manuel Murillo Toro, palco da partida desta quarta, um dos seguranças do local pediu para que ninguém abrisse mochilas na região para evitar assaltos.
- Não é aconselhável que andem perto do estádio à noite. É sempre muito perigoso. Desçam do carro somente no estacionamento - disse um taxista.
Ibagué convive também com a presença das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Uma das bases do grupo está instalada a poucos quilômetros da entrada da cidade e vive em constante conflito com os militares. O temor na cidade é geral. Os guerrilheiros são acusados de extorquir comerciantes locais para financiá-los.
No mês passado, o guerrilheiro apelidado de “Didier”, um dos líderes das Farc, foi morto por militares na região. Já na última semana, a polícia conseguiu apreender 15 explosivos que, provavelmente, seriam usados em algum atentado na região.
Cidade é a quarta em número de pessoas sem trabalho na Colômbia e serve como base para o terror dos guerrilheiros
Enquanto o Corinthians vive um clima de pressão para continuar na Taça Libertadores, a cidade de Ibagué, sede do Deportes Tolima, não passa por seus dias de maior calmaria. Com mais de 500 mil habitantes, o local sofre com o desemprego, a violência e precisa conviver de perto com o perigo das Farc.Estudo divulgado nesta terça-feira pelo Dane (Departamento Administrativo Nacional de Estatística) coloca Ibagué como a quarta cidade da Colômbia em número de pessoas sem trabalho. São 18,2% da população. Os números, aliás, melhoraram. O município ocupava o segundo lugar. A liderança agora é de Quibdó, com 20,3%.
Apesar de ser a capital do departamento de Tolima, Ibagué tem poucas indústrias e vive basicamente da produção de arroz. O comércio é fraco e composto apenas de pequenas lojas. A região central da cidade está abarrotada de pequenos prédios em má conservação que servem como moradia e espaço para vendas.
- Não temos muitas indústrias na cidade. É ruim para a população e até mesmo para o Tolima - disse o presidente do clube Gabriel Camargo Salamanca.
A infraestrutura deixa muito a desejar. As ruas são sujas e com iluminação ruim. O transporte público não chega aos pontos mais afastados, o que faz dos táxis e das motos os grandes meios delocomoção.
As altas taxas de desemprego desencadearam nos últimos anos uma série de problemas relacionados à violência. Enquanto a capital Bogotá conseguiu reduzir drasticamente seus índices com um rigoroso combate, Ibagué é considerada ainda uma das cidades mais violentas do país.
Taxistas e funcionários da rede hoteleira advertem constantemente os estrangeiros sobre os perigos de andar sozinho pela cidade no período noturno, principalmente portando bolsas, celulares, relógios e máquinas fotográficas. Durante visita dos jornalistas brasileiros aoestádio Manuel Murillo Toro, palco da partida desta quarta, um dos seguranças do local pediu para que ninguém abrisse mochilas na região para evitar assaltos.
- Não é aconselhável que andem perto do estádio à noite. É sempre muito perigoso. Desçam do carro somente no estacionamento - disse um taxista.
Ibagué convive também com a presença das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Uma das bases do grupo está instalada a poucos quilômetros da entrada da cidade e vive em constante conflito com os militares. O temor na cidade é geral. Os guerrilheiros são acusados de extorquir comerciantes locais para financiá-los.
No mês passado, o guerrilheiro apelidado de “Didier”, um dos líderes das Farc, foi morto por militares na região. Já na última semana, a polícia conseguiu apreender 15 explosivos que, provavelmente, seriam usados em algum atentado na região.
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